Santo António e os peixinhos #pl118 #SPA
Comparo a SPA aos peixinhos de Santo António no seu sermão. A sátira encaixa como uma luva no imaginário aquático.
A SPA ronca arrogantemente como se fosse dona da verdade suprema e guia-se pela ganância de ir buscar uns cêntimos mais sem levantar o rabinho da cadeira;
A SPA pretende parasitar as empresas e os utilizadores de ferramentas multimédia, não procura novas formas de criação e divulgação, não promove o trabalho criativo dos seus associados, promove o ócio e o descanso, às custas das taxas sobre tudo e todos, até sobre os seus próprios associados!
A SPA ambiciona eliminar a cópia, privada ou não, de toda e qualquer obra. O DRM já impede a cópia de música e vídeo (mesmo em clara violação do “direito de cópia privada”) mas isso não chega… há que criar um DRM que faça as páginas dos livros e cadernos ficar pretas com a cópia ou digitalização. A SPA presume que todos são “piratas”, mesmo quando defende, com unhas e dentes, um “projecto de lei que nada tem a haver com a pirataria”.
A SPA é um polvo, que tenta colocar os seus tentáculos viciosos em tudo o que mexa uma palhinha que seja em obra autoral, mesmo dos autores que não representam, que não conhecem, que não reconhecem na SPA algum tipo de “representação”. A SPA trai os seus próprios associados exibindo galantemente subscrições assinadas por pessoas que nunca assinaram coisa nenhuma!
Tal como os vícios perniciosos identificados por Santo António aos peixinhos, a SPA está impregnada de vícios, vícios de ignorância, de avareza, de gula!
(…) Não pode, no entanto, deixar de ser realçado o carácter excepcionalmente violento e frequentemente difamatório da linguagem utilizada por aqueles que nos atacam, o que é revelador não só da dimensão dos interesses que se movimentam nos bastidores desta campanha, mas também de profunda má-fé ou ignorância de quantos, defendendo o princípio da gratuitidade, imaginam que o espaço digital é uma espécie de território sem lei no qual se podem servir de tudo sem nada pagarem pelo uso das obras que querem fruir. (…)
No novo comunicado da SPA
A SPA disfarça-se de cordeiro com a pele de lobo na algibeira, atira a pedra e esconde a mão!
Para a SPA dizer a verdade é “difamatório”, porque existe uma cabala instaurada contra os direitos de autor para que se possa enriquecer na internet através da cópia privada das obras que compramos e sobre as quais, consequentemente, pagamos direitos de autor.
A SPA acusa os que defendem os seus direitos de serem ignorantes quando em cada comunicado que faz demonstra a sua ignorância atroz sobre as ferramentas a que se refere.
A ignorância predomina na SPA e estes senhores e senhoras continuam a confundir a cópia privada com pirataria. Pois é! A SPA teima em colocar “cópia privada” e “pirataria” no mesmo saco, quando a realidade demonstra que são coisas completamente diferentes! A SPA é que faz o uso de má-fé e da ignorância das pessoas quando continuando a insinuar que a “cópia privada” é pirataria!
O princípio da gratuitidade não leva os autores à falência, a internet não leva os autores à falência, a cópia privada não leva os autores à falência. Pelo contrário, promove o autor onde ele não chega, abre-lhe mercados onde as editoras, produtoras e afins não entram, porque não dá lucro!
Porque o que move a SPA é o lucro não a cultura, e contra isso caros senhores e senhoras da SPA, AGECOP e outros que tais, contra isso terão sempre a minha voz bem levantada!
“Esta é a pregação que me fez aquele peixezinho, ensinando-me que, se tenho fé e uso da razão, só devo olhar direitamente para cima, e só direitamente para baixo: para cima, considerando que há Céu, e para baixo, lembrando-me que há Inferno”
Santo António – Sermão aos peixes

